estava pensando...
não estariamos mais todos perdidos?
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> e se.....................
estivéssemos? todos completamente perdidos. Não é dessa maneira que vemos o mundo, talvez, com um pouco de descaso com alguns temas very important. como?
....precisamos todos pensar. Talvez apenas não compreendemos a ordem...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A forma
Nada posso dizer da fama da Forma.
Nem me refiro a suas doceis sonoridades,
Nada posso dizer sobre a forma,
Compasso de espera para a norma, não conheço!
Nada pude dizer sobre a dobra, daquela que estoura os meus ouvidos,
Tem índices de prosalitismos, tudo bem, ignoro!
Nada podem dizer mais que a forma,
A forma informa: tem conteúdo?!
Nada mais além, ela in-forma
Creiam, é só um monte de pús!
...
Nada falei da forma, massa informe de perfeitas e confinadas mentiras.
Paris, Tókio, Praga, Buenos Aires, Chicago, lá esta ela, transitando pelas ruas, entre neon...
Olhem a forma. A perfeita e harmoniosa musa dos ritos de passagem, já agora desvirginada!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Seus olhos
o fuso dos olhos é tão louco.
Dele, diz-se apenas aquilo - se passou diante dos olhos é mundo, é mundo seu.
Não podemos então lhe dirigir uma única palavra - já não tem palavra,
apenas
a dor no peito,
o peso dos ombros (coletes a prova de bala?) largo. Um pulso fechado nas horas cegas de um relógio. Sem frentes...
Outro, ele poderia ser! Mas apenas sorri - seus dentes lajos não mentem - esta espécie de extânse profundo. Ele...
Mas outros olhos, só lâminas, desce e despede as camadas de pele! Enganam-se... é só lhes observar, nada vêem!
Abrimos em sua direção e de suas costelas (agora range os dentes) - alvas torres de marfim são sinais (sinas?), demonstram alguma espécie de fé? E o outro, agora menos vê...
Atingem agora uma cor magenta, seus olhos.
Brilho opaco no concreto de vigas, à mostra a sua sombra - indelével - desaparece na armação.
Cobre o rosto de véu transparente, antes turvam as pálpebras, para melhor ver as noites, ser amada, entre-entre outros ofusca um, são elas, pintura eternas.
Ele,nem entanto, louco. Desaparece...
Dele, diz-se apenas aquilo - se passou diante dos olhos é mundo, é mundo seu.
Não podemos então lhe dirigir uma única palavra - já não tem palavra,
apenas
a dor no peito,
o peso dos ombros (coletes a prova de bala?) largo. Um pulso fechado nas horas cegas de um relógio. Sem frentes...
Outro, ele poderia ser! Mas apenas sorri - seus dentes lajos não mentem - esta espécie de extânse profundo. Ele...
Mas outros olhos, só lâminas, desce e despede as camadas de pele! Enganam-se... é só lhes observar, nada vêem!
Abrimos em sua direção e de suas costelas (agora range os dentes) - alvas torres de marfim são sinais (sinas?), demonstram alguma espécie de fé? E o outro, agora menos vê...
Atingem agora uma cor magenta, seus olhos.
Brilho opaco no concreto de vigas, à mostra a sua sombra - indelével - desaparece na armação.
Cobre o rosto de véu transparente, antes turvam as pálpebras, para melhor ver as noites, ser amada, entre-entre outros ofusca um, são elas, pintura eternas.
Ele,nem entanto, louco. Desaparece...
sábado, 10 de abril de 2010
o não porque das coisas
momentos raros e rarefeitos assim,
onde pensar e sentir indiferenciam-se sem causa própria, ou desgostam de ter de se explicar,
abro enfim, se elas se abrem não sei... evito o ruído das polainas, mas
vou ao silêncio das palavras e levanto-me contra o inefável, a garrafa ao lado esvasia-se do nada - farto de não sentir, desce aguardente entre minhas entranhas!
posso?
na rarefação desse esperar por mais (des)-prazeres, apenas a música completa o tons acres e doces desse abalo...
por firmeza e descaso sempre se voltam ao nada, e um ruído sem graça cisma, mas já não faz parte de nenhum poema, apenas.
Agora, entre os dedilhados preto-brancos desse quadro - mentira! - jogo o jogo, antes que as cortinas caiam pesadamente sobre estas inúteis e falsas cenas! O dizer, não mais, não mais! Mas sua respiração aberta - Ouço!
e você desdenha, você ignora, você esquece, aquela a quem lhe acolheu no vazio da inexistência... desiste e pronto, já é o frenético jogo, o tesão que inspira e desaparece, não sou mais!
Passo...
onde pensar e sentir indiferenciam-se sem causa própria, ou desgostam de ter de se explicar,
abro enfim, se elas se abrem não sei... evito o ruído das polainas, mas
vou ao silêncio das palavras e levanto-me contra o inefável, a garrafa ao lado esvasia-se do nada - farto de não sentir, desce aguardente entre minhas entranhas!
posso?
na rarefação desse esperar por mais (des)-prazeres, apenas a música completa o tons acres e doces desse abalo...
por firmeza e descaso sempre se voltam ao nada, e um ruído sem graça cisma, mas já não faz parte de nenhum poema, apenas.
Agora, entre os dedilhados preto-brancos desse quadro - mentira! - jogo o jogo, antes que as cortinas caiam pesadamente sobre estas inúteis e falsas cenas! O dizer, não mais, não mais! Mas sua respiração aberta - Ouço!
e você desdenha, você ignora, você esquece, aquela a quem lhe acolheu no vazio da inexistência... desiste e pronto, já é o frenético jogo, o tesão que inspira e desaparece, não sou mais!
Passo...
sábado, 25 de abril de 2009
Na Torre
ACABOU O GELO!
...inferno na torre, noite adentro ancoram os maus, hoje não é diferente, o som da cidade penetra os tubos do além. Vamos todos morrer... vamos ...
vamos viver o agora!
a saliva saliva a febre alcança. O rio cansa, e morre, morto antes do mar... propaganda?
voltam os bodes, burros e parvos. Voltam os inocentes, e os sem dentes, sorriem todos, é o fim!
Pronto! Basta! Tou fora... seus braços finos e magros deslizam pela cintilante cidade, vamos?
Percebo o ódio, ele é meu guia, acabou a cena. FIM
...inferno na torre, noite adentro ancoram os maus, hoje não é diferente, o som da cidade penetra os tubos do além. Vamos todos morrer... vamos ...
vamos viver o agora!
a saliva saliva a febre alcança. O rio cansa, e morre, morto antes do mar... propaganda?
voltam os bodes, burros e parvos. Voltam os inocentes, e os sem dentes, sorriem todos, é o fim!
Pronto! Basta! Tou fora... seus braços finos e magros deslizam pela cintilante cidade, vamos?
Percebo o ódio, ele é meu guia, acabou a cena. FIM
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Cássio
Eu nunca tive você
E no entanto senti seu toque profano
Vento e vento, mau e terno
Em suas teias e sendas - mentias?
Cindias as minhas veias e canos
Me apresentei a você...
Engodo e memória, ruínas
Esperei recompensas...
Fazendo te companhia? E no entanto,
senti seu lamento meu encanto.
Você se apresentou a mim
Você não veio hoje.
E no entanto senti seu toque profano
Vento e vento, mau e terno
Em suas teias e sendas - mentias?
Cindias as minhas veias e canos
Me apresentei a você...
Engodo e memória, ruínas
Esperei recompensas...
Fazendo te companhia? E no entanto,
senti seu lamento meu encanto.
Você se apresentou a mim
Você não veio hoje.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Por quê?
...por estes dias pensei na vida, nessa, não em outra qualquer lá fora.
...por estes dias na vida de um homem a vida penetrou...
...ontem, eu desisti de resistir a vida: ela a Deus pertence. Não tem solução...
Ou há?
O lago já atravessado pela metade, nem por isso, deixa-se mostrar sua outra margem.
Dono do mundo, o calor humano contempla o inverno que chega - cedo ou tarde. Aqueçe por antecipação?
Nas horas assim penso que não estou pronto. Nem desejo estar, quando tocar o sólo deste rumor sem brasa - você está muito longe. E não sei por quê.
...preciso pensar mais enquanto o barco abre estes francos ondulados eu desisto.
...por estes dias na vida de um homem a vida penetrou...
...ontem, eu desisti de resistir a vida: ela a Deus pertence. Não tem solução...
Ou há?
O lago já atravessado pela metade, nem por isso, deixa-se mostrar sua outra margem.
Dono do mundo, o calor humano contempla o inverno que chega - cedo ou tarde. Aqueçe por antecipação?
Nas horas assim penso que não estou pronto. Nem desejo estar, quando tocar o sólo deste rumor sem brasa - você está muito longe. E não sei por quê.
...preciso pensar mais enquanto o barco abre estes francos ondulados eu desisto.
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