sábado, 25 de abril de 2009

Na Torre

ACABOU O GELO!

...inferno na torre, noite adentro ancoram os maus, hoje não é diferente, o som da cidade penetra os tubos do além. Vamos todos morrer... vamos ...
vamos viver o agora!

a saliva saliva a febre alcança. O rio cansa, e morre, morto antes do mar... propaganda?

voltam os bodes, burros e parvos. Voltam os inocentes, e os sem dentes, sorriem todos, é o fim!

Pronto! Basta! Tou fora... seus braços finos e magros deslizam pela cintilante cidade, vamos?

Percebo o ódio, ele é meu guia, acabou a cena. FIM

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cássio

Eu nunca tive você
E no entanto senti seu toque profano
Vento e vento, mau e terno

Em suas teias e sendas - mentias?
Cindias as minhas veias e canos
Me apresentei a você...

Engodo e memória, ruínas
Esperei recompensas...
Fazendo te companhia? E no entanto,

senti seu lamento meu encanto.
Você se apresentou a mim
Você não veio hoje.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Por quê?

...por estes dias pensei na vida, nessa, não em outra qualquer lá fora.
...por estes dias na vida de um homem a vida penetrou...
...ontem, eu desisti de resistir a vida: ela a Deus pertence. Não tem solução...

Ou há?

O lago já atravessado pela metade, nem por isso, deixa-se mostrar sua outra margem.

Dono do mundo, o calor humano contempla o inverno que chega - cedo ou tarde. Aqueçe por antecipação?

Nas horas assim penso que não estou pronto. Nem desejo estar, quando tocar o sólo deste rumor sem brasa - você está muito longe. E não sei por quê.

...preciso pensar mais enquanto o barco abre estes francos ondulados eu desisto.

The New Pornographers: "Myriad Harbour"

sábado, 2 de fevereiro de 2008

quem um dia não foi Michael



MICHAEL FRANZ FERDINAND

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O sofá - ou quando o filme acabou.

Pensei, é inútil esta tentativa de se esconder por trás das franjas, cerradas em V.
...os olhos dela eram fixos pela natureza dos sentimentos... que insistiam em esconder a raiva contida: outra vez ela era amarga - e eu inocênte.
Como uma morta ela não respirava e as luzes que molhava o teto da sala vinda dos faróis dos carros que passavam deixava um pouco de um tênue mundo sem odores, mas era por que o ambiênte não vacilava - duro era - o ar sêco, desci ainda uma última vez a mão sobre o tecido de sua pele branca, ouvi, enfim, um respiro profundo, ela aguardou eu mover minha cabeça direto a sua fronte, enquanto arqueadas, suas sobrancelhas delineou uma nova interrogação, seu sorriso, enfim, disse tudo: entendi.

No outro dia uma carta brilhava sobre o tampo negro da escrivania, como um mal necessário abri finalmente os olhos... não consegui ler uma só linha, voltei o papel dobrado sobre a mesa, olhei pelo friso da janela os cortantes raios de sol, então, vesti a camisa, sai ainda do banheiro com alguns botões em abertos a gravata torta e entrei no carro - seria ela uma fantástica visão dessas noites turbulentas. Voltei com a carta entre os dedos - ela, dizia: Obrigado pela chave de roda...Karén

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Genebra

Rua Bruxelas
Nas rampas da rua Bruxelas
Mil criaturas enraizadas golpeiam
O ar inocente das janelas
Onde os ventos contrários vacilam
Deslumbrados nos colos das Carolas
Vaporosas de guturais alaridos
E o ar frio repousa na superfície
Da rua das cavas com suas bordas
A transbordar o doce sabor da
Genebra

Por - Leila Aquino